Projetos em curso

Roteiros na Amazônia paraense — Saberes Ancestrais

Entre os saberes ancestrais, destacam-se os saberes com o manejo e produção de remédios à base de plantas medicinais, originários do saber ancestral indígena, mantido pelos saberes populares locais. Em Marudá, no município de Marapanim os remédios são produzidos de forma artesanal por mulheres empreendedoras que desenvolvem um Arranjo Produtivo de Plantas Medicinais Fitoterápicos, do cultivo da matéria-prima e coleta de insumos à comercialização dos remédios. Trata-se de uma biotecnologia social, com princípios coletivos e solidários, que possibilita a geração de ocupação e renda para estas mulheres e o desenvolvimento local. (Barbosa; Flor; Silva Filho, 2016, 2023). Esta ciência é considerada o motor inicial da Bioeconomia no setor de saúde e bem estar, pois identifica o ativo biológico da planta e seu uso tradicional, assim como, espécies com maior potencial terapêutico e mais promissores para o desenvolvimento de bioprodutos: Fitoterápicos e Fitofármacos, com menor tempo e custo da etapa inicial de P&D (Barbosa, 2012; SciELO, 2019). A Bioeconomia é um modelo industrial que se utiliza de recursos biológicos e biotecnologia, que podem gerar produtos e processos sustentáveis, pois reduz o uso de compostos químicos e aumenta o uso de recursos naturais e biológicos, a exemplo da produção de fármacos. Na Amazônia, no entanto, a Bioeconomia deve estar relacionada não somente à diversidade biológica do Bioma Amazônico, mas à diversidade sociocultural dos povos da Amazônia, ou seja, a sociobiodiversidade. (Embrapa, 2024; Embrapa, s/d; CNI, 2020).

Descrição: circuito e roteiros guiados por saberes tradicionais, com hospedagem familiar e produção local.
Impacto estimado: 120 famílias beneficiadas, geração de renda direta para empreendedoras e empreendedores comunitários locais.

Tecno-Ancestral — Rede Amazônica

Descrição: digitalização de receitas, cantos e práticas ancestrais e populares, com permissão comunitária; criação de loja online para artesanato e outros produtos locais.
Resultado: empreendimentos comunitários e artesãos cadastrados; catálogo online.

Conexão Ribeirinha e Conexão Costa Atlântica da Região Nordeste paraense

Descrição: ferramentas para organizar visitas, reduzir pressões turísticas e garantir contrapartidas culturais.
Diferencial: calendário de visitações e treinamento de boas práticas.


FORMAÇÃO DE MULHERES E JUVENTUDE

Histórias reais (demo)

“Com o site, conseguimos mostrar nossa festa de colheita e receber visitantes que respeitam nossos horários e tradições. Os jovens agora gravam as narrativas que antes se perdiam.” — Lia, liderança local